quinta-feira, dezembro 22

As posturas chaves do yoga




Vocês não vão acreditar: ganhei de presente de aniversário o volume II daquele livro de anatomia que foi lançado a pouco tempo (vide 28/09/11 "Os músculos chave do yoga").
A parte teórica tem uma linguagem simples de entender e as ilustrações são impecáveis.
Por conta disso, a maioria das informações é visual e tridimensional.

"Praticar yoga é uma exploração de nossos próprios corpos. Tenha em mente que há diversas interpretações das posturas. Também existem variações posturais dependendo do tipo de yoga e da experiência do praticante. Aproveite sua prática e procure pelas interpretações que lhe são "melhores". Descubra o que funciona para você para abrir a porta de sua experiência individual no yoga."


segunda-feira, dezembro 19

108 suryas especiais


Nesse fim de semana teve 108 suryas na escola.
Ofereci meus "suryas" a Pedro e Valentina, com a mais nobre intenção de poder desfrutar de muuita energia e vitalidade para poder acompanhá-los ao longo desse crescimento.
Foi uma prática tranquila, com paradas estratégicas e um ótimo direcionamento.
Quando me inscrevi pensei que seria um grande desafio, já que voltei as aulas há apenas 1 mês.
Mas, na minha atual situação, desafio mesmo é criar essas duas criaturinhas lindas do universo.
Isso torna os 108 suryas um "descanso" até. Haja pique! rs



Pedro e seu topete
Valentina e sua chupeta



quinta-feira, dezembro 15

Iyengar: lenda viva


Ontem foi aniversário do Iyengar, ele completou 93 anos. Que máximo!
Segue uma entrevista on line da Yoga Journal sobre o  livro "Luz na vida", um dos meus preferidos.

"Se os alunos tiverem paci­ência, tolerância e persistência, sentirão os estágios da iluminação gradualmente. Mas se pularem fases, acho que podem perder o que teriam a ganhar na hora certa."



Yoga Journal Brasil Espaço Yogi No tapetinho com... Lenda viva

quinta-feira, dezembro 8

Redescobrindo os asanas



Eu havia comentado que poderia escrever um “tratado” sobre a minha volta a prática.
Lógico que exagerei, um tratado é coisa de mais. rs
Mas, uma “série” acho que vai rolar, pois conforme ando pesquisando alguns asanas com os quais estou tendo dificuldades, estou descobrindo e redescobrindo muitas coisas.
É muito legal quando se tem um foco. A gente sabe o que e onde procurar.
No meu caso, o foco se chama trikonasana (postura do triângulo).
Agora entendi porque existe até um livro* sobre trikonasana (que eu ainda não li).
Ele é um asana muito difícil, qualquer encurtamento, seja nas pernas, na bacia ou na coluna, limita sua execução.
Nessas duas semanas ele está sendo meu principal alvo de observação, pois como na hatha yoga não se usam acessórios (uma cadeirinha resolveria meus problemas), tô tendo que me virar. rs


utthita trikonasana (triângulo estendido)

*Alpha and Omega of trikonasana escrito pelo Prashant, filho do Iyengar 

terça-feira, dezembro 6

"Elaborando as experiências"



Ontem na aula, a professora comentou que havia lido uma entrevista feita a um psiquiatra na qual perguntaram o porquê, na opinião dele, as pessoas estavam tomando tanto anti depressivo, ansiolíticos e outros remédios desse tipo.
Ele respondeu que as pessoas andam sem tempo de elaborar suas experiências, não sabem se estão tristes ou alegres porque tem sempre que seguir em frente muito rapidamente, enfim não conseguem parar.
Aí o tempo vai passando nessa mesma situação e elas acabam precisando de ajuda.
Depois do nascimento dos bebês, a gente vive meio que anestesiada, ás vezes até com medo de sair de casa e tudo mais, bem nessa situação de não conseguir elaborar nada.
Por indicação da minha obstetra, cheguei a tomar por 2 meses, um tipo de anti-depressivo “fraquinho”, desses que não precisa nem de receita especial e cujo um dos efeitos colaterais era aumentar a produção de leite (coisa boa!).
A depressão pós-parto deve ser dureza e eu preferi nem arriscar.
Bom, nessa questão de “elaboração” acho que a yoga e o Feldenkrais são muito eficientes.
Uma pela questão da contemplação da respiração e a outra pela contemplação do movimento em si. 
E ambas, claro, pela consciência do todo, que ajudam a desenvolver.
Pra mim existem dois asanas chaves pra esse fim: tadasana (postura da montanha) e savasana (postura do morto).
E eu até incluiria balasana (postura da criança) e as posturas passivas, mas acho que nem precisa.


savasana



"A pele que habito"

Almodóvar sempre surpreendendo...
No seu novo filme (A pele que habito), uma estória muito interessante, bizarra e maluca, conseguimos encontrar uma bela apresentação de yoga.
No começo, aparece a personagem fazendo umas posturas no sofá, meditando e tal.
Bom, até aí em todo filme tem sempre alguém fazendo yoga ou pilates. Isso já virou praxe.
Porém, lá perto do finalzinho, naquele esquema que conta a estória de trás pra frente foi apresentado um texto, que fora do contexto do filme, seria até meio clichê.
Mas, para aquela personagem, naquele momento, ganhou outro peso, um quê especial, que só quem pratica vai entender.
Recomendadíssimo!



Vera / Elena Anaya

quinta-feira, dezembro 1

Ser iniciante


Tá é muito divertida essa minha  "volta às aulas".
Mas, mais do que divertida tá sendo um REaprendizado maravilhoso.
Minhas limitações estão se saindo excelentes mestras.
Apenas uma semana e já tenho observações que dariam um tratado.
Quando a gente pratica e dá aula há muito tempo, se esquece de como é ser iniciante. Inclusive, se esquece até de como dar aula pra um.
Esse era o meu caso... mas até antes de estudar o Feldenkrais, porque depois, me caiu a ficha de que as coisas podem (e devem no caso dos principiantes) serem fáceis de fazer, de acompanhar e de compreender.
Só uma coisa que não tem muito jeito de mudar: é o meu conhecimento prévio.
Ás vezes ele atrapalha um pouco, mas tô conseguindo deixá-lo de lado e ser uma aluna, simplesmente.


segunda-feira, novembro 28

Yoga pós-parto

Logo após o nascimento dos bebês (lembrando que foi cesárea), segui o que mandava o figurino:  pranayama e savasana.
Depois de 2 meses tinha uma sequência "express" para fazer, que era "express" mesmo, durava uns 15 minutos.
Posso contar nos dedos as vezes que consegui praticá-la.
Me faltou: ânimo, disposição e disponibilidade, coisas "pouco" importantes para seja lá o que a gente queira fazer na vida. rs
Bom, depois do sinal verde do meu organismo (meu período menstrual voltou ao normal semana passada), decidi que já tava na hora de dar um chega pra lá no ferrugem e sacudir o esqueleto.
Hoje, me matriculei numa escola aqui perto de casa (de hatha yoga mesmo) e decidi fazer aula pelo menos 3x/ semana.
A "barriguinha" que ainda não se foi, atrapalha as posturas de flexão pra frente. Fora isso, parece que eu nunca fiz alongamento na vida.
Agora, sei como se sentem os sedentários e sei os "acima do peso", porque na gestação (com os 22 quilos a mais) foi impossível ou no mínimo muito sofrido, fazer alguns asanas.
É... aí fico lembrando de todos os alunos que tive nessas condições... não imaginava que era tão difícil.
A cada dia aumentam a vontade e também a necessidade de me preparar para o trabalho, afinal de contas, não dá pra querer cuidar dos outros sem cuidar da gente primeiro.

Meus amores
mais detalhes sobre yoga pós-parto acesse:  http://yogaparamamae.blogspot.com/




segunda-feira, novembro 21

Mentes flexíveis



“Minha intenção não é gerar corpos flexíveis e sim mentes flexíveis. 
Meu objetivo é devolver a cada pessoa sua dignidade humana.”


neurônios

Com a intenção de voltar aos poucos a ativa, escolhi um workshop de Feldenkrais pra começar.
Não podia ter feito opção melhor!
Com os exercícios únicos e uma discussão interessantíssima sobre neuroplasticidade* ganhei meu sábado.
O Feldenkrais é um grande instigador de pesquisa. Adoro esse aspecto do método.
E o mais interessante é como a visão dele é tão "budista"... até mais do que "holística".
Impossível considerá-lo como uma atividade meramente física.



*neuroplasticidade: é a capacidade do cérebro em criar novas conexões neurais, permitindo o processo de contínua aprendizagem.


domingo, outubro 30

"Ofurô" para bebês

É um tipo de balde para bebês.
Dizem que o espaço nesse formato se assemelha ao útero, fornecendo assim um ambiente seguro e familiar para os babies.
Os meus adoram! 
Eles usam desde a primeira semana de vida, pois preferi dar banho no balde ao invés da banheira, que era muito grande.
Depois fui orientada que existem dois tipos de banho: o higiênico (que é pra lavar tudo) e o relaxante (onde eles ficam só curtindo, paradinhos) e que, de preferência, era pra usar o balde para o segundo.
Todo tipo de água acalma os bebês (pelo menos os meus), mas o baldinho é muito especial, dá pra eles se "conhecerem" melhor, sei lá... é muito legal. 


Pedro já pega o pezinho

Valentina fica quietinha