segunda-feira, julho 4

Contagem regressiva


34 semanas

Estou na reta final da fase 1 da minha aventura de mãe.
Daqui há um mês, estarei conhecendo os rostinhos dos meus filhotes e eles o  meu.
É engraçado pensar que todos somos desconhecidos ainda.
Apesar deles me "conhecerem" no meu íntimo: ouvem as batidas do meu coração, meus sons peristálticos e toda a sinfonia do meu corpo, sentem o que eu sinto, ouvem a minha voz, são influenciados pelos meus hormônios e tudo mais, eles não me conhecem!
Não sabem a cor dos meus olhos, como é o meu sorriso, minhas covinhas, meu cabelo pixaim... rsrsrs
Eu até tô achando bom não conseguir tirar aquelas fotos em 3D quando faço ultrassom, pois eles estão com os rostinhos virado para as minhas costas. Acho até que é de propósito! rs
Fica mais justo assim, a surpresa será de ambos os lados...

terça-feira, junho 21

Uuuufa!!!

32 semanas
Olha essa barriga que não para de crescer (ainda bem!!!!).
Já engordei 16 kg e cada um dos bebês está com 2kg. Grandinhos e saudáveis. Isso é o que importa.
Agora meus olhinhos de japonês, cara de bolacha, cabelo descabelado, sono e fome 24hs por dia, são só detalhes. rsrsrs
Já sinto necessidade de repousar pra valer e parar de ficar batendo perna pelo mundo afora.
É uma decisão estranha, porque ninguém quer ficar parado, sem fazer nada. Pelo menos eu tenho essa dificuldade.
Por outro lado, fisicamente eu não controlo mais nada. Se ando um pouquinho já fico cansada e preciso sentar. Até mesmo pra fazer as coisas dentro de casa.
Não tá dando mais pra fazer yoga. Agora comecei a fazer massagem.
Sinto que minha missão daqui pra frente é me doar completamente para que Pedro e Valentina completem seu ciclo fetal e fiquem prontos pra vir ao mundo.
Acho que ser mãe, começa assim: se doando.

terça-feira, junho 7

Yoga para gestantes

Posso dizer que o livro “A matter of health” do médico e iogue Dr. Krishna Raman, foi um dos meus melhores investimentos.
Tudo o que pesquisei lá foi sempre muito rico em informação, tanto da área médica quanto das questões técnicas do Iyengar Yoga.
Estou terminando de traduzir (como não poderia deixar de ser) o capítulo “ The pregnant woman and yoga”.
Pra mim, pelo menos, esclarecimentos do porquê praticar um asana específico e não outro dão mais força e sentido para a prática, sem contar que me deixa mais segura.

Yoga aumenta o nível da consciência corporal. O resultado da gravidez pode, em grande medida, ser influenciado pela prática de asanas e pranayama antes da concepção (acho que eu sou prova disso), no decurso da gravidez e após o parto. Desta forma, o corpo e a mente permanecem atentos para responder melhor ao milagre do nascimento.
Para que a gravidez ocorra sem problemas, é basicamente necessário que os órgãos funcionem de forma saudável e que o corpo seja macio e flexível.
Os asanas são exercícios suaves por natureza e alimentam os tecidos da mãe e do bebê de uma maneira gentil. 
A ioga pode ser utilizada de forma terapêutica para aliviar os problemas associados a mãe e, pode até mesmo, manipular o bebê de uma forma metódica, ajudando a transformar o corpo no momento do parto...
A mulher deve praticar todos os dias para sustentar os benefícios, pois todos os asanas são projetados para o conforto da mãe e do bebê, mantendo um espaço uterino saudável.”

Seguem 3 asanas indicados, que são bem simples:






Upavistha Konasana: Deve  ser praticado quinze minutos, duas vezes ao dia, antes ou após a refeição. Use um travesseiro sob a pelve para facilitar a inclinação pélvica e o melhor relaxamento da musculatura do assoalho pélvico, bem como para relaxar os músculos do útero, que obtém alívio da carga constante do bebê. 











Badha Konasana: Alonga os músculos ao máximo, garantindo a elasticidade das paredes vaginais e do colo do útero que se estendem facilmente para acomodar o bebê.
 
 
 
 
 


Supta Badha Konasana: Dá um grande alívio para os músculos da parte inferior da parede abdominal anterior, cuja área, com a carga máxima do útero em posição ereta, está sujeita a constante peso e desconforto com o avanço da gravidez.Usamos um cinto ao redor da região sacro-lombar, passando pelas coxas e pés (que são puxados próximo a área genital). 





"Esses asanas pode ser iniciado em qualquer estágio da gravidez, mesmo por mulheres que nunca fizeram exercícios de yoga e continuaram sendo praticados durante toda a gravidez, até o parto."


Mais informações sobre yoga para gestante consultehttp://yogaparamamae.blogspot.com/

sexta-feira, maio 27

Ainda dá pra fazer...

                                                                     Sirshasana *

Minha médica não pode nem sonhar que eu faço sirshasana. Acho que ela ia ter um ataque do coração. rsrs
Essa variação com as pernas afastadas é a mais confortável pra mim. Mas, a permanência é bem curta e pra entrar preciso de ajuda, pois não consigo dar  nenhum impulsinho sem forçar o abdomen, que não é muito indicado.
Segue abaixo a postura da vela com a cadeira. Essa dá pra permanecer um pouco mais. Nela, consigo entrar sozinha, mas porque já tô bastante acostumada (como falei anteriormente). Daqui a pouco vou precisar de ajuda também porque está ficando mais difícil...


Agora na gestação passei a usar mais o "cavalo", aparelho abaixo, pra fazer as posturas de pé e também pra dar uma espreguiçada boa:

                                                             dá pra ficar horas assim...


 * sirshasana, assim como outras posturas invertidas, são indicadas somente para alunas avançadas.

quinta-feira, maio 19

Já não dá mais...


Pra fazer essa postura:

salamba sarvangasana (vela)

Pra dizer bem a verdade, ninguém gosta muito de fazer essas invertidas mais avançadas com gestantes.
Primeiro porque muitas gestantes começam a fazer yoga depois que engravidam, aí deleta mesmo.
Se a pessoa já praticava, tem familiaridade com esses asanas e está com uma gestação tranquila, acho que vale a pena continuar fazendo até quando der.
Na verdade, eu continuo fazendo essa postura só que com cadeira, que é muito mais confortável e dá pra fazer sozinha.
Eu a pratico desde antes de engravidar, pois ela faz parte de uma sequência chamada "Preparando o terreno" e continua fazendo parte de todas as sequências até o final da gestação.
Assim como a da foto, tenho que entrar com ajuda e ter um apoio no sacro (no caso o joelho da Mariza, rs)porque senão, sem chance.

Na fase "Preparando o terreno" do livro Iyengar Yoga for Motherhood  consta: "Concentrar-se nas posturas invertidas é absolutamente necessário para limpar o útero após a menstruação. Para isso, recomendamos posições côncavas e o trabalho com a ajuda de blocos, paredes e cordas. Isto ajuda a endireitar e alinhar a pelve e os órgãos internos."

sábado, maio 7

PARTO ATIVO



“Um parto ativo é simplesmente um modo conveniente de se descrever um trabalho de parto e um parto onde a parturiente se comporta seguindo seus próprios instintos e a lógica fisiológica de seu corpo...Caso alguma complicação inesperada aconteça, estará livre para fazer uso de toda tecnologia da obstetrícia moderna, sabendo que deu o melhor de si, sabendo que foi uma escolha sua e que a intervenção foi necessária.”

Ou seja: aquele em que a gente participa pra valer e não deixa os outros decidirem por nós. Ele começa com a nossa liberdade de escolha sobre onde fazê-lo, como fazê-lo e com quem (em casa, no hospital, num centro de parto, cesária, vaginal (de cócoras, andando, sentada), etc.
Faz parte também, entender o processo natural do parto, que no fundo é decidido pelo bebê, afinal de contas, essa é a (longa) jornada dele rumo a vida neste mundo. Você até pode agendar uma cesária, mas se ele quiser nascer antes, a gente não tem o que fazer a não ser seguir o fluxo...
Dependendo da posição na qual o bebê se encontra, o parto pode ser mais fácil ou não.
Um “trabalho de parto” começa quando os alvéolos pulmonares do bebê estão prontos para respirarem fora do corpo da mãe. Aí ele envia sinais ao nosso cérebro, precisamente ao hipotálamo, que manda ver oxitocina pra mãe.
Oxitocina é o “hormônio do parto”: ele o responsável pela tal da contração do útero.
Daí o útero começa a fazer sua parte que é ajudar o bebê “descer”.
Bom, aí entra a escolha da mãe: entrar nas medicações que diminuem a dor, bem como sua sensibilidade e percepção ou ver se o processo natural ocorre sem sofrimento pra ela e pro bebê.
Eu disse sem sofrimento! Porque sem dor, parece meio impossível. Pelo que eu entendi, a dor vai existir com maior ou menor intensidade no processo natural.
Na cesária, o negócio é pa-pum: num piscar de olhos, se faz um cortizinho, tira o bebê e pronto.
No processo natural, o bebê vai ter que malhar pra caramba e a mãe então, vishi!
Com a ajuda do movimento do útero ele começará a se empurrar para ultrapassar sua primeira barreira (o colo do útero), depois continuará em direção a abertura vaginal, sua segunda barreira, fazendo movimentos de rotação com sua a cabeça para se adequar as aberturas e ajudando na dilatação da região pélvica, mas precisamente da região sacral e pubiana.
E a mãe vai ter a oportunidade de por em prática absolutamente TUDO o que souber sobre respiração, relaxamento, foco, força, persistência... Não é mole não!


sexta-feira, abril 29

O passo do elefantinho...


23 semaninhas

Agora já é fato: onde eu for, minha barriga chega antes de mim. rs
No feriado passado fui dar uma caminhadinha no Ibira e tive que ficar ouvindo o Ma assobiar aquela música engraçadinha ("O passo do elefantinho") o tempo todo.
Pior que não dava nem pra discordar, porque eu não conseguia passar de 5km/h.
Também fomos assistir a palestra da autora do livro "Parto Ativo": a inglesa Janet Balaskas.
E sabe o que mais me impressionou? Como a gente é desinformada de uns detalhes tão importantes da gestação, do parto etc.
Estou preparando um resuminho da palestra para postar futuramente.

sábado, abril 23

Fogo da mente e os doshas

Finalizando as três manifestações de agni:
“Podemos determinar o estado do nosso fogo mental através do nível de acuidade de percepção, poder de raciocínio e habilidade em lidar com desafios emocionais. Você pode medir os seus sinais percebendo se seus sentidos são aguçados e se está contente e em paz consigo mesmo, então seu fogo mental está funcionando.”
Seguindo o pensamento ayurvédico, agni é o fator principal por trás do que usualmente é aplicado na medicina ayurvédica: o trabalho de equilíbrio dos doshas.
Os doshas são humores biológicos que representam os três elementos:
VATA (ar/que sopra): é a força prânica ou bioelétrica que vem seguido de agni. Governa todos os movimentos do corpo e da mente.
PITTA (fogo/que aquece): é a substância vital, o óleo combustível que mantém agni no corpo. Governa o metabolismo.
KAPHA (água/que matem unido): compõe os tecido no corpo e funciona como suporte para nosso fogo interno. Governa a nutrição, estrutura, lubrificação e afetividade.
Esses doshas compõem nosso corpo físico e cria características constitucionais individuais.
Em porcentagens diferentes todos nós temos um pouco dos três, mas somos consideradas “pessoas do dosha x”, o qual predomina a maior porcentagem.
Devido a influência de inúmeros fatores: alimentação, ambiente, estilo de vida e emoções (que são os mais potentes). nos distanciamos na nossa constituição original. Daí, a necessidade de reequilíbrio.
No dia em que fiz minha consulta ayurvédica meu dosha Pitta estava elevado, mas o Vata também. Então, fui considerada uma pessoa Pitta/vata equilibrada.
Agora, tenho certeza de que meu dosha Kapha deve ter se elevado, por conta da gravidez.
Segue abaixo as características gerais de cada dosha:

PITTA
Estatura mediana
Desenvolvimento muscular moderado
Olhos brilhantes, cinzas, verdes ou castanho-amarelado
Cabelos avermelhados, claros, macios, finos e lisos, branqueamento, queda
Pele levemente oleosa
Dentes pequenos, amarelados, gengivas sangrantes
Temperatura corpórea alta
Suor nas mãos e pés
Odor forte
Apetite, digestão e metabolismo fortes, comem e bebem muito
Grande quantidade de fezes e urinas
Sono de duração média
Inteligência, bom poder de compreensão, liderança
Comparação, competição, agressividade, perfeccionismo, ambição, disciplina
Metabolismo, assimilação

KAPHA
Corpo forte, saudável, bem desenvolvido
Digestão e metabolismo lentos
Muita vitalidade, saúde
Pele macia, lustrosa, hidratada
Olhos grandes, escuros, atraentes
Memória longa
Lubrificação, construção, lubrifica as articulações
Dentes grandes e fortes, brancos
Cabelos fortes, escuros, macios, ondulados, volumosos
Apetite e sede estáveis
Resistência, força
Crescimento celular
Estabilidade da mente
Paciência, calma, compaixão, generosidade, alegria


VATA
Leveza, músculos pouco desenvolvidos, magreza
Muito altos ou baixos
Veias e músculos proeminentes
Pele seca, pés e mãos frias
Movimentos do corpo
Rugas
Andar rápido
Apetite variável
Dificuldades digestivas
Má absorção de nutrientes
Olhos proeminentes
Cabelos secos, finos, ondulados
Juntas secas e barulhentas
Dentes irregulares e frágeis
Insônia
Mente rápida, flexibilidade mental, criatividade

quinta-feira, abril 7

Fogo do prana

Uma amiga minha indicou a matéria (do link abaixo) que fala sobre digestão. Saiu essa semana naquele novo programa matinal "Bem-estar". Acho que complementa o assunto anterior sobre o fogo digestivo.
http://glo.bo/eKXMUw

Segue um resuminho sobre a segunda forma de manifestação do Agni:

“Junto com o fogo digestivo, a Ayurveda reconhece o “fogo da vida” ou fogo do prana como a chave para a cura energética. Se nossa respiração é profunda e plena, calma e consistente, a nossa energia vital manterá a harmonia e o equilíbrio entre todo o nosso sistema biológico e as faculdades mentais.

Podemos diagnosticar esse fogo vital através da maneira como respiramos, do nosso nível de disposição, energia e resistência.
Se sua respiração acontece sem tosse e sem ser ofegante, se você tem boa circulação, boa força nas extremidades e boa resistência à doenças, então seu fogo vital está funcionando perfeitamente.”

sexta-feira, março 25

Agni, o fogo digestivo


O Ma não para de dizer que ultimamente tudo pra mim se resume em única palavra: comida.
E pior que é verdade, só penso nisso! rsrsrs
Aliás, eu já tinha mudado muita a minha alimentação com a prática de yoga.
E agora alimentando meu casalzinho, minha responsabilidade aumentou.
Diz a máxima que gente é o que a gente come. Mas, além disso, a gente precisa saber como e as vezes quando comer.
Porque senão um alimento considerado “saudável” não desce bem.
Sobre esse assunto, encontrei uma matéria de ayurveda, que saiu no “Cadernos de yoga” do ano passado, bem interessante.
Para a Ayurveda, a vida (ayur) é definida como agni, ou fogo.
Esse fogo se manifesta de três formas: fogo digestivo, fogo do prana e fogo da mente.
Falando sobre o primeiro:
“A medicina ayurvédica reconhece o fogo digestivo ou “fogo da barriga” como o fundamento da saúde física. Se o fogo digestivo se mantém aceso e consistente de uma maneira limpa, a saúde está garantida, nosso alimento é digerido apropriadamente, nossos tecidos e materiais excedentes são formados normalmente e há energia interna necessária para expulsar qualquer patógeno externo que venha a nos atacar.”
Através das condições do nosso apetite, digestão e eliminação é facilmente possível diagnosticar a quantas anda o nosso fogo digestivo.
Péssimo ficar acumulando “restos” dentro da gente. Tudo o entra, tem que sair!
Num livro de yoga pra gestante, que ainda não tem em português, tem umas dicas básicas de alimentação que eu acho que serve pra todo mundo.
Por exemplo, diz que alimentos como pimentão, berinjela, batata (que eu amo!!!), abobrinha entre outros, podem causar inchaço. Mas, se os prepararmos com condimentos que “aqueçam” o estômago tais como: gengibre, noz-moscada, pimenta do reino, cominho e ghee (manteiga indiana), é possível melhorar a digestão deles.
Simples né?
O problema é que, em alguns casos, temos uma questão cultural que não ajuda muito.
Outro dia na novela “O clone”, um dos marroquinos disse que não entendia porque os ocidentais tomavam bebidas geladas durante as refeições, ao invés de beber um chá quente. E ele se perguntou: “Será que eles não sabem que a bebida quente ajuda a digestão?”
Saber a gente até sabe, a questão é mudar o hábito.