sexta-feira, abril 29

O passo do elefantinho...


23 semaninhas

Agora já é fato: onde eu for, minha barriga chega antes de mim. rs
No feriado passado fui dar uma caminhadinha no Ibira e tive que ficar ouvindo o Ma assobiar aquela música engraçadinha ("O passo do elefantinho") o tempo todo.
Pior que não dava nem pra discordar, porque eu não conseguia passar de 5km/h.
Também fomos assistir a palestra da autora do livro "Parto Ativo": a inglesa Janet Balaskas.
E sabe o que mais me impressionou? Como a gente é desinformada de uns detalhes tão importantes da gestação, do parto etc.
Estou preparando um resuminho da palestra para postar futuramente.

sábado, abril 23

Fogo da mente e os doshas

Finalizando as três manifestações de agni:
“Podemos determinar o estado do nosso fogo mental através do nível de acuidade de percepção, poder de raciocínio e habilidade em lidar com desafios emocionais. Você pode medir os seus sinais percebendo se seus sentidos são aguçados e se está contente e em paz consigo mesmo, então seu fogo mental está funcionando.”
Seguindo o pensamento ayurvédico, agni é o fator principal por trás do que usualmente é aplicado na medicina ayurvédica: o trabalho de equilíbrio dos doshas.
Os doshas são humores biológicos que representam os três elementos:
VATA (ar/que sopra): é a força prânica ou bioelétrica que vem seguido de agni. Governa todos os movimentos do corpo e da mente.
PITTA (fogo/que aquece): é a substância vital, o óleo combustível que mantém agni no corpo. Governa o metabolismo.
KAPHA (água/que matem unido): compõe os tecido no corpo e funciona como suporte para nosso fogo interno. Governa a nutrição, estrutura, lubrificação e afetividade.
Esses doshas compõem nosso corpo físico e cria características constitucionais individuais.
Em porcentagens diferentes todos nós temos um pouco dos três, mas somos consideradas “pessoas do dosha x”, o qual predomina a maior porcentagem.
Devido a influência de inúmeros fatores: alimentação, ambiente, estilo de vida e emoções (que são os mais potentes). nos distanciamos na nossa constituição original. Daí, a necessidade de reequilíbrio.
No dia em que fiz minha consulta ayurvédica meu dosha Pitta estava elevado, mas o Vata também. Então, fui considerada uma pessoa Pitta/vata equilibrada.
Agora, tenho certeza de que meu dosha Kapha deve ter se elevado, por conta da gravidez.
Segue abaixo as características gerais de cada dosha:

PITTA
Estatura mediana
Desenvolvimento muscular moderado
Olhos brilhantes, cinzas, verdes ou castanho-amarelado
Cabelos avermelhados, claros, macios, finos e lisos, branqueamento, queda
Pele levemente oleosa
Dentes pequenos, amarelados, gengivas sangrantes
Temperatura corpórea alta
Suor nas mãos e pés
Odor forte
Apetite, digestão e metabolismo fortes, comem e bebem muito
Grande quantidade de fezes e urinas
Sono de duração média
Inteligência, bom poder de compreensão, liderança
Comparação, competição, agressividade, perfeccionismo, ambição, disciplina
Metabolismo, assimilação

KAPHA
Corpo forte, saudável, bem desenvolvido
Digestão e metabolismo lentos
Muita vitalidade, saúde
Pele macia, lustrosa, hidratada
Olhos grandes, escuros, atraentes
Memória longa
Lubrificação, construção, lubrifica as articulações
Dentes grandes e fortes, brancos
Cabelos fortes, escuros, macios, ondulados, volumosos
Apetite e sede estáveis
Resistência, força
Crescimento celular
Estabilidade da mente
Paciência, calma, compaixão, generosidade, alegria


VATA
Leveza, músculos pouco desenvolvidos, magreza
Muito altos ou baixos
Veias e músculos proeminentes
Pele seca, pés e mãos frias
Movimentos do corpo
Rugas
Andar rápido
Apetite variável
Dificuldades digestivas
Má absorção de nutrientes
Olhos proeminentes
Cabelos secos, finos, ondulados
Juntas secas e barulhentas
Dentes irregulares e frágeis
Insônia
Mente rápida, flexibilidade mental, criatividade

quinta-feira, abril 7

Fogo do prana

Uma amiga minha indicou a matéria (do link abaixo) que fala sobre digestão. Saiu essa semana naquele novo programa matinal "Bem-estar". Acho que complementa o assunto anterior sobre o fogo digestivo.
http://glo.bo/eKXMUw

Segue um resuminho sobre a segunda forma de manifestação do Agni:

“Junto com o fogo digestivo, a Ayurveda reconhece o “fogo da vida” ou fogo do prana como a chave para a cura energética. Se nossa respiração é profunda e plena, calma e consistente, a nossa energia vital manterá a harmonia e o equilíbrio entre todo o nosso sistema biológico e as faculdades mentais.

Podemos diagnosticar esse fogo vital através da maneira como respiramos, do nosso nível de disposição, energia e resistência.
Se sua respiração acontece sem tosse e sem ser ofegante, se você tem boa circulação, boa força nas extremidades e boa resistência à doenças, então seu fogo vital está funcionando perfeitamente.”

sexta-feira, março 25

Agni, o fogo digestivo


O Ma não para de dizer que ultimamente tudo pra mim se resume em única palavra: comida.
E pior que é verdade, só penso nisso! rsrsrs
Aliás, eu já tinha mudado muita a minha alimentação com a prática de yoga.
E agora alimentando meu casalzinho, minha responsabilidade aumentou.
Diz a máxima que gente é o que a gente come. Mas, além disso, a gente precisa saber como e as vezes quando comer.
Porque senão um alimento considerado “saudável” não desce bem.
Sobre esse assunto, encontrei uma matéria de ayurveda, que saiu no “Cadernos de yoga” do ano passado, bem interessante.
Para a Ayurveda, a vida (ayur) é definida como agni, ou fogo.
Esse fogo se manifesta de três formas: fogo digestivo, fogo do prana e fogo da mente.
Falando sobre o primeiro:
“A medicina ayurvédica reconhece o fogo digestivo ou “fogo da barriga” como o fundamento da saúde física. Se o fogo digestivo se mantém aceso e consistente de uma maneira limpa, a saúde está garantida, nosso alimento é digerido apropriadamente, nossos tecidos e materiais excedentes são formados normalmente e há energia interna necessária para expulsar qualquer patógeno externo que venha a nos atacar.”
Através das condições do nosso apetite, digestão e eliminação é facilmente possível diagnosticar a quantas anda o nosso fogo digestivo.
Péssimo ficar acumulando “restos” dentro da gente. Tudo o entra, tem que sair!
Num livro de yoga pra gestante, que ainda não tem em português, tem umas dicas básicas de alimentação que eu acho que serve pra todo mundo.
Por exemplo, diz que alimentos como pimentão, berinjela, batata (que eu amo!!!), abobrinha entre outros, podem causar inchaço. Mas, se os prepararmos com condimentos que “aqueçam” o estômago tais como: gengibre, noz-moscada, pimenta do reino, cominho e ghee (manteiga indiana), é possível melhorar a digestão deles.
Simples né?
O problema é que, em alguns casos, temos uma questão cultural que não ajuda muito.
Outro dia na novela “O clone”, um dos marroquinos disse que não entendia porque os ocidentais tomavam bebidas geladas durante as refeições, ao invés de beber um chá quente. E ele se perguntou: “Será que eles não sabem que a bebida quente ajuda a digestão?”
Saber a gente até sabe, a questão é mudar o hábito.

quarta-feira, março 16

Minha barriguinha

18 semanas... faltam só 22!!!

Até um tempo atrás, eu passaria despercebida como gestante.
Aliás, cheguei a passar. Tanto que no mercado eu ia pra fila preferencial e todo mundo me olhava torto.
Aí eu começava a acariciar a barriguinha pra ficar claro o meu motivo.
Inclusive, eu andei observando que existe toda uma técnica (creio que natural) de passar a mão na barriga. Ela vem acompanhada de uma certa postura corporal e uma expressão facial bem específicas. rsrsrs E também tem um sentido de movimento. rs
É engraçado observar isso!
Bom, mas agora não preciso de técnica nenhuma, o barrigão já fala por si só.

terça-feira, março 15

Tô voltando

Gente, vida de gestante não é mole não!
Agora que já passei a fase (terrível) dos enjôos, tô criando uma nova rotina: aula de yoga pra gestante, aula de hidroginástica, caminhada, sonequinhas ao longo do dia. rsrsrs
Tá ficando bom o negócio!
Novo livro de cabeceira: Parto Ativo: tem uma fotos incríveis!!!!
Novas experiências na prática: a gente pode ser tão feliz na simplicidade...

domingo, fevereiro 20

Cisne Negro

Se você ama ballet, você tem que ver esse filme.
Se você odeia ballet, tem que ver mais ainda.

Esse filme está longe de ser mais um filme romantiquinho sobre dança.
Fiquei realmente surpresa com isso.
Ele trata da mente e da alma do artista de uma maneira tão visceral que chega a ser angustiante, aflitivo e ao mesmo tempo empolgante.
Nem sei se eu respirei durante as quase duas horas de duração.
E aquela atriz? O que que é aquilo? Que interpretação é aquela?
Ela nem é uma exímia bailarina, mas a expressão dela é perfeita, simplesmente perfeita.
E olha que eu nem gosto da Natalie Portman, mas tenho que tirar o chapéu.
Nem tenho dúvidas de que ele levará a estatueta esse ano. Tem que levar!
Vou torcer por ela!



http://www.youtube.com/watch?v=wHhjsGjxHvk

quarta-feira, fevereiro 9

A verdade

As vezes, eu fico pensando como eu vim parar no mundo do yoga. Eu me acho muito pé no chão, meio desconectada de umas "viagens" que existem por aí.
E agora com a gestação então... abre a porta que eu quero descer! rsrs
Bom, na Prana desce mês, li um texto chamado "Dar e receber a luz", que eu amei.
Até que enfim alguém fala da realidade, sem floreios e sem misticismos.
É um relato de um professora de yoga que fala sobre a sua gravidez, seu parto etc.
"Um parto faz o que o Yoga apenas tenta fazer - mostrar-nos o que somos no mais puro estado, todo nosso poder e vulnerabilidade simultaneamente. Ele expõe nossa fragilidade, evoca humildade e nos mostra que, mesmo que gostemos de pensar assim, não estamos no controle. Mesmo que planejemos tudo, ou nada, podemos ter certeza de que as coisas não acontecerão exatamente como esperamos."
Eu me lembro de quando uma amiga me disse que a gravidez mostraria como a gente não tem controle sobre nada, eu fiquei impressionada. Achei meio exagerado.
Mas, é isso mesmo, a verdade é esta: não controlamos nadica de nada!
Liberdade para as borboletas e para o poder das novas vidas.

quinta-feira, janeiro 27

Respirações

A gente sempre procura um jeito certo de fazer as coisas.

O problema é quando a gente acha que esse “certo” serve pra todas as situações.
Por exemplo: a respiração. Qual o jeito certo de respirar?
Se você for praticante de yoga vai dizer que é inspirar e expirar pelas narinas, expandindo e retraindo toda a caixa torácica.
Mas, essa respiração seria a mais adequada pra tudo?
Porque, pra nadar, por exemplo, você vai se afogar se respirar assim.
Se tiver correndo vai ter que começar a andar, porque não conseguir fazer a troca gasosa no tempo hábil que o esforço exige.
Se tiver fazendo uma aula de Pilates sem soltar o ar pela boca, a professora vai dizer que você não vai conseguir acionar a musculatura abdominal mais importante.
E assim vão os exemplos.

Isso tudo é só pra contar que eu ingressei num Coral e estou pastando pra fazer a respiração “certa” do canto.
Sem noção eu!
A primeira coisa que eu aprendi: “a respiração é a coisa mais importante para cantar. Se você respira direito você canta direito.”
Pensei comigo: respiração não é problema!
A professora até me deu um toque: “talvez você ache estranho porque essa respiração deve ser diferente da ioga.”
Eu ainda respondi que na ioga a gente faz todos os tipos de respiração.
Hã... A respiração até que é simples, pois é a respiração abdominal, que a gente faz na yoga mesmo, mas como exercício educativo.
Agora, coordenar com o canto é outra história.
As vezes dá aquela impressão de ter que escolher: é pra respirar ou pra cantar? rsrs
E ainda tem uns exercícios de respiração que eu tenho que deletar, porque eles ativam meus movimentos peristálticos (que já me dão problemas demais).
Mas, é muito divertido.
Daqui a pouco estarei afinadíssima para estrear um karaokê.
Sem ninguém precisar tapar os ouvidos, como já me aconteceu.



segunda-feira, janeiro 17

Tá difícil!

Gente, a gravidez está me deixando completamente loouuca. rsrs
Imagine você ter aversão a todo o que você mais gostava: chocolate, comer fora, yoga, blog, livros, tv.
Ás vezes até do marido, vê se pode... Logo agora que ele tá um docinho comigo!
Minha única preocupação é saber se vou ou não enjoar com a próxima refeição que fizer.
A minha obstetra disse que isso acontece por conta de uma coisa muito interessante: o meu organismo quer tirar 100% de proveito dos nutrientes dos alimentos para passar para os bebês.
Só que isso acontece as custas de um trabalho bem mais lento do sistema digestivo, que acaba causando esses desconfortos pra mim.
Sem contar que tudo o que o organismo julgar tóxico ele bota pra fora mesmo.
Ah! E os hormônios também tão "laceando" meus órgãos.
Os remedinhos que tenho tomado não tem adiantado nada.
Eu acho que nós, mulheres, deveríamos receber um manual de "fases complicadas da vida": menstruação, 1ª relação sexual, casamento no dia-a-dia, gestação, separação e menopausa.
Não sei se adiantaria muito, mas pelo menos haveria um preparo psicológico.
Por exemplo, todo mundo fala que quando a gente tem filho a nossa vida muda completamente.
Então, o que a gente espera? Que a mudança comece quando ele nascer.
Mas não! As coisas já mudam quando ele é um embriãozinho. Quando o seu olfato fica super aguçado e você começa a andar fedegosa pelo mundo afora porque enjoa com o cheiro do seu perfume e do seu desodorante.
É... não é mole não!